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Estudo norte-americano de autoria de Daniel Kuritzes, também aponta novas possibilidades. Dois homens com HIV não apresentaram sinais do vírus após oito anos e 17 meses após receber transplantes de células-tronco devido a  leucemia.  Os dois receberam transplantes de medula associado a tratamento com antirretrovirais. O fato  impediu que as células doadas fossem infectadas e permitiu formação de novas defesas imunológicas. Há possibilidade de que os dois homens estejam livres do HIV. Estes casos são diferentes do famoso "paciente de Berlim", o americano Timothy Brown, que se considera curado do HIV e da leucemia após receber um transplantes de médula óssea de um raro doador que possuía resistência natural ao HIV.

A terceira pesquisa, apresentada por David Margolis da Universidade da Carolina do Norte,  constatou que um medicamento contra o câncer ajudou a eliminar o HIV de células de pacientes infectados. Os pesquisadores empregaram o medicamento usado em quimioterapia para desmascarar o HIV latente em células CD4+ T de oito pacientes. Ao mesmo tempo, estes usavam antiretrovirais para impedir a multiplicação do vírus.

Sob o comando da respeitada Sociedade Internacional de Aids, organização responsável pela realização da Conferência Internacional de Aids, mais de 40 cientistas de renome se preparam para criar uma estratégia científica para a descoberta da cura da aids.  Lançado na semana passada em Washington, nos Estados Unidos, o programa “Towards an HIV Cure” (Rumo à cura do HIV) prevê a construção de um consenso mundial de prioridades científicas que devem ser pesquisadas para descobrir o que faz com que o HIV evolua em algumas pessoas, mesmo com o uso do tratamento antirretroviral.

A ideia é que estas pesquisas forneçam informações suficientes para a cura definitiva ou, pelo menos, funcional da aids, que seria a capacidade de manter o sistema imunológico protegido do HIV sem o uso de medicamentos.

O desenvolvimento desta estratégia será liderado pela pesquisadora Françoise Barré-Sinoussi, integrante do grupo francês que descobriu o HIV, e terá a participação de três grupos. O primeiro será formado por especialistas internacionais, que realizarão pesquisas nas áreas das ciências básica e clínica; o segundo terá o objetivo de garantir investimento financeiro durante todo o processo de pesquisa; e o terceiro fará a comunicação e a divulgação imediata das descobertas entre as diferentes instâncias envolvidas na resposta à pandemia, como cientistas, sociedade civil, indústria, organismos internacionais e financiadores.

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